A melhor escola para os nossos filhos

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A melhor escola para os nossos filhos

O meu casamento veio acompanhado de uma reviravolta completa em várias áreas da minha vida e uma delas foi mudar de minha cidade natal, na qual vivi por 28 anos, para àquela que meu marido morava na época.

Como professora, na primeira visita à cidade, perguntei despretensiosamente para ele em qual escola colocaríamos nossos futuros filhos. Essa era uma forma de saber quais eram as escolas mais conceituadas da cidade. Ele me respondeu com segurança que certamente seria na “X”. Olhei pra ele e perguntei por que na “X” e não na “Y”, e para minha surpresa, a resposta foi que a escola “X” era a com maior aprovação no vestibular!

Para um pai zeloso e realmente engajado em desenhar um futuro brilhante para os seus filhos, essa foi uma excelente resposta. Para mim, professora apaixonada pelo desenvolvimento infantil e pelos processos de aprendizagem foi um soco no estômago. Quanto peso e responsabilidade sobre uma criança tão pequena. Aliás, ela ainda nem existia! Imaginei nossos futuros filhos entrando naquele portão gigante e carregando o peso de um futuro de grandes expectativas nas costas.

Isso colocado, percebe-se que  a escola para a primeira infância (crianças de 0 a 7 anos) deve ser escolhida pelo que pode oferecer ao tempo presente e não ao futuro da criança. A educação infantil precisa ser um espaço de descobertas. É ali, naquele momento singular de entrada da criança pelos portões (independente do quão grandes eles forem),que laços são formados com o aprender. E ainda, questões metodológicas, espaço físico adequado e seguro, qualificação e valorização dos profissionais envolvidos nesse processo também são de suma importância nesse momento de escolha da primeira escola dos nossos filhos.

Porém, mesmo me propondo a falar sobre estas questões em posts futuros, entendo que dentre todos esses quesitos, o essencial é olharmos para os nossos filhos e reconhecê-los como seres únicos, iniciando uma fase linda do desenvolvimento humano. Nesses primeiros anos da infância, o cérebro, mergulhado nesse processo de aprendizagem, está formando milhares de novas conexões que estão ampliando vertiginosamente suas redes neuronais.

A aprendizagem se dá através do livre brincar, da interação ambiental, sujando-se ao entrar em contato com a areia, grama, terra, tinta, lápis e cores. Nesse conjunto de estímulos não pode faltar a interação social com outras crianças da mesma faixa etária e, sim o folhear… folhear muitos livros, dando asas à imaginação.

Aliado a isso, pesquisas recentes associam a eficiência e a eficácia do processo de aprendizagem a emoção. Então, podemos compreender que a melhor escola para os nossos filhos será aquela onde eles serão felizes.

Mais tarde, num futuro distante, esses estímulos ambientais, sociais e afetivos de hoje, serão revertidos em sucesso nas escolhas que ele mesmo fará para a vida.

Núbia Gonçalves da Paixão Eneterio.
CRP-17/2916
Email: neuroeducare@gmail.com
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  • Catia Guindani

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    hj olha pra traz e me lembro que quando fui procurar a primeira escola para o Gui com 1ano e 9 meses, fui na “tradicional” do bairro e voltei chorando pelo “sonho despedaçado” a escola não era o que eu queria e o que eu esperava para meu filho…. começando do zero e sem sonhos, pude abrir a cabeça e ver com outros olhos, queria crianças felizes e sorridentes pelos corredores e não uma proposta pedagógica extensa… Demorou, mas encontrei… a escola perfeita nunca vai existir, existem melhores e piores e o simples fato de meu filho dizer que não quer de jeito nenhum trocar de escola (hj com 5 anos) me faz crer que encontrei o equilíbrio necessário.

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