Aleitamento Materno Parte II

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Já aprendemos quando surge o leite, que é importante a amamentar exclusivo até 6 meses e sobre os benefícios.
Mas agora vou falar de alguns pontos que podem dificultar algumas mães nos primeiros dias de amamentação.
Algumas dizem ” tenho leite, mas o bebê não pega o bico direito”, “tenho dores nas costas quando amamento”, vamos conhecer as posições que ajudam nesse momento e os cuidados com o seio antes e durante o período da amamentação, intensificando cada vez mais o vinculo entre mãe e filho.

Técnicas e posições para amamentação

Há várias posições para amamentar, a mãe é quem deve escolher a posição que a deixe mais confortável, ou mesmo variar entre elas. O importante é que, durante a amamentação, o bebê comprima o queixo e a língua em distintos locais da aréola e mamilo, para que ele possa se alimentar adequadamente, evitando desconforto e refluxo.

Posição 1 – Clássica ou tradicional: sente-se e coloque o bebê de frente para você, com a cabeça apoiada no antebraço do mesmo lado do seio que será oferecido. O corpo do bebê deve ser colocado contra o seu abdômen (barriga com barriga). Quanto mais colados estiverem os corpos, mais fácil para o bebê mamar.

Posição 2 – Deitada: deite-se de lado, com um travesseiro sobre a cabeça, e coloque o bebê apoiado no seu braço, de forma que seus corpos fiquem alinhados e ele não fique totalmente reto na cama, o que demanda um esforço extra do bebê para a mamada. Ofereça a ele o peito do lado que está deitada. Essa posição e a sentada inversa são indicadas também para mães que foram submetidas a uma cesariana.

Posição 3 – Inversa: sentada, coloque o bebê debaixo da axila oposta à do seio que será oferecido, com o ventre apoiado sobre as suas costelas. O corpo do bebê está apoiado pelo seu braço materno e a cabeça suspensa pela mão.

Posição 4 – Cavaleiro: coloque o bebê sentado, de frente para você, na posição de “cavalinho”. Uma das mãos sustenta o pescoço do bebê e a outra segura a mama oferecida. Essa posição é indicada para bebês frágeis, de baixo peso, sonolentos ou que tem dificuldade em manter a pega. 


O pai pode não ter leite, mas seu papel durante o processo de amamentação é fundamental. A presença e carinho dele durante esse momento fortalecem o vínculo afetivo entre os três. Ele pode auxiliar a mãe durante a troca de seio ou posição e oferecer água ou suco para a mãe, pois a hidratação é fundamental durante o aleitamento. Além disso, pai e mãe pode fazer companhia um para o outro, evitando que se caia no sono enquanto o bebê mama, o que pode causar algum acidente.

Dificuldades na amamentação

Quando o bebê nasce muitas mães tem dificuldades em iniciar a amamentação, uma situação como em maior parte, não se espante.

Ainda na maternidade contamos com apoio de enfermeiras. Em casa pode acontecer de você pensar que não conseguira amamentar seu bebê sozinha, é normal esse sentimento, mas não se desespere e confira algumas dicas que poderão te auxiliar.

  • Escolha um local tranqüilo e confortável para amamentar; 
  • Cuide do bico dos seios. Higienização e roupas adequadas ajudam a evitar rachaduras e outros problemas; 
  • Aprenda a pega correta: quando o bebê pega boa parte da auréola, e não apenas o bico do seio, o leite sai mais tranquilamente e a mãe não sente dor; 
  • Enquanto o bebê estiver dormindo, tente descansar ou fazer algo que você gosta. Assim, na hora de amamentar, você estará mais relaxada. 

Mesmo tomando todos esses cuidados, é possível que ocorram algumas complicações, como:

  • Seios empedrados: o leite do alvéolo mamário não drena e bloqueia alguns canais, formando uma “pedra” na mama; 
  • Ingurgitamento mamário: resulta do aumento da vascularização e da congestão vascular das mamas, com acúmulo de leite. As mamas aumentam de volume, ficam doloridas, quentes e vermelhas, podendo causar febre; 
  • Mastite: inflamação da mama, causada por bactérias que residem no organismo do bebê. Acontece quando a mãe apresenta fissuras nos mamilos e se caracteriza por mal-estar e inchaço da mama, podendo ser acompanhada de febre. 
  • Insuficiência de leite (hipogalactia): é quando as mães acham que tem pouco leite ou seu leite é “fraco”. Normalmente, está relacionada à ansiedade e insegurança da mãe. É necessário avaliar com o médico se a criança realmente necessitará o reforço de outro leite; 

Por isso, é fundamental que a mãe realize o acompanhamento periódico com um médico de sua confiança, para que ele possa auxiliá-la nessas e outras questões.

Beijos!!!!

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