Como estimular a independência na criança desde pequeno

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Como estimular a independência na criança desde pequeno

Todos já ouviram falar sobre a importância de estimular a independência desde cedo. E todos, à sua maneira, têm consciência disso. Mas muitas vezes alguns pais parecem não saber por onde e quando começar. Ou ainda, subestimam a capacidade de seus filhos, acreditando que ainda são pequenos para determinado ato ou que terão a vida toda para fazê-los. Mas não é bem assim…

A independência acontece aos poucos e o melhor momento de estimular os pequenos é nas atividades mais simples do dia a dia. Deve, se possível, começar cedo, ainda na fase de bebê, em situações como o hábito de dormir sozinho ou segurar a mamadeira, por exemplo.

Um dos enganos bastante comuns é esperar que a criança já domine determinada capacidade para, então, pedir que a faça. Toda a aprendizagem envolve várias fases: a iniciativa para começar, as tentativas, lidar com a frustração do erro, ser perseverante para tentar de novo, saber buscar ajuda, tentar e tentar quantas vezes forem necessárias até atingir o êxito e poder curtir a vitória!

É um exercício de paciência e dedicação e que deve partir dos pais. E também exige planejamento de tempo, pois é claro que, para a criança, o simples ato de colocar o próprio sapato é mais demorado do que se a mamãe o fizesse por ela. A criança precisará de tempo para que possa fazer suas tentativas com calma, sem a pressão dos adultos. Então, incentive-a dando-lhe tempo suficiente para isso. Nunca deixe para pedir que o faça a poucos minutos de sair de casa. Como estimular a independência na criança desde pequeno

A independência tem, ainda, uma outra questão igualmente importante: as atividades diárias ajudam a desenvolver habilidades e competências nas mais diversas áreas: desenvolve a coordenação motora, a lateralidade, o raciocínio lógico matemático, a responsabilidade, a seqüência e organização de planejamento e ações. Todos nós utilizamos tudo isso na vida pessoal e no trabalho, não é mesmo?

Algumas dicas práticas:

Organização de objetos Com um ano e meio de idade, a criança já compreende ordens simples e já pode começar a participar de pequenas tarefas como guardar seus calçados no local (desde que este seja de fácil acesso). Aos dois anos já é capaz de reconhecer o local onde são guardados alguns brinquedos grandes e simples. Estimule e ajude, dando orientações, mas não fazendo por ela. Aos três anos, já é capaz de organizar a sua caixa de brinquedos, o que desenvolve o pensamento lógico matemático e (separação das peças segundo algum tipo de atributo, como cor, forma, tipo de brinquedo), exige planejamento, atenção e responsabilidade.

Na cozinha, a criança já pode começar a participar de algumas tarefas simples, como ajudar a colocar a mesa (elas reconhecem, de forma fácil e simples, os locais onde os utensílios são guardados), ajudando-a a perceber e participar da organização. E você pode incentivá-la a criar outras maneiras de arrumar a mesa ou guardar os utensílios. Muito cuidado para não impor as formas de organização. Deixe que a criança crie seu próprio raciocínio e use a sua criatividade e vá, apenas, orientando-a quando necessário. Com cinco ou seis anos, já pode ajudar a lavar a louça (peças plásticas, para evitar acidentes). Ela desenvolverá um domínio motor mais refinado, pois ela deverá lidar com o peso do objeto e o fato de estar escorregadio pelo sabão.

Dar continuidade, sempre

Conforme a criança for crescendo, novos desafios surgirão. E surgirão também para os pais, que deverão estar sempre atentos ao que poderão ou não “delegar” a seus filhos. Mas nesse momento, se toda a primeira fase de estímulo à independência tiver sido trabalhada, com certeza a criança estará preparada para encarar toda e qualquer nova situação, com total segurança.

Hábitos de independência que se criarem desde cedo ajudarão a criança a tornar-se um adolescente e, posteriormente um adulto, muito mais responsável, bem resolvido, organizado e com grande iniciativa. Por isso é importante, além de estimular os hábitos em si, dar significado e mostrar a importância de cada ato.

Trabalhar a autonomia da criança ajudará na sua auto-estima. A fase de tentativas, erros e acertos é um momento importante onde os pais e educadores deverão estar atentos, dando força e incentivo para que ela seja perseverante (outro comportamento extremamente importante, que ela levará por toda a vida!) e não se desanime diante das dificuldades.

Acima de tudo, os pais devem acreditar no potencial de seus filhos.

Texto:  Andressa Mazzonetto Fonseca

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  • Jamilly Maedolucas

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    Tentado tentando a cada dia deixar meu menino mais independente em pequenas ações do dia a dia, pois como filho único ele sempre teve quase tudo na mão. Agora ele já está mais autônomo.

  • Mãe de moleque

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    Aqui em casa estimulo muito esta independência desde muito pequeno mesmo, não só cuidar dele, mas das suas coisas e do lugar em que vivemos é importantíssimo.

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