Consumo de ovo antes de 1 ano pode causar alergias e intolerância

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Ovos recheados com cenoura são servidos frios Foto: Shutterstock

Componente de grande parte das receitas do dia a dia, o ovo é um alimento saudável, pois é rico em colina, vitamina importante para o desenvolvimento cerebral. No entanto, o ovo também pode causar alergias e intolerância, com sintomas que vão desde gases, vômito, diarreia, placas vermelhas no corpo e feridas na boca, até o fechamento da glote, em casos mais graves. Por isso, muitos pais têm dúvidas quanto ao momento certo de introduzir o ovo na alimentação de seus filhos. Um dos motivos de insegurança é que mesmo entre os especialistas não há consenso.

Uma pesquisa da Universidade de Melbourne, na Austrália, em conjunto com o Instituto de Pesquisa Murdoch Childrens, indica que dar ovo aos bebês somente depois dos 12 meses de idade pode aumentar as chances de que desenvolvam alergia ao alimento. Entretanto, segundo a nutricionista funcional Karen Levy, ainda há controvérsias a respeito do momento certo para introduzir o ovo no cardápio infantil. De acordo com ela, essas pesquisas são incipientes, e a recomendação da Sociedade Brasileira de Nutrição é de que o consumo de ovo seja evitado até os três anos, idade em que o sistema imunológico da criança estará plenamente formado, evitando risco de alergias.


“Este alimento é constituído por casca, clara e gema. A casca é composta por carbonato de cálcio, possui pequenos poros para trocas gasosas. A coloração depende da raça e linhagem da ave e não do valor nutritivo, como muitos acreditam. A clara é composta por uma mistura de água e proteínas de elevado valor biológico, principalmente por ovoalbumina, conoalbumina, lisozima e ovoglobulina. A gema é rica em carotenóides, cerca de 34% é gordura, sendo desta 5% colesterol.”


O conselho da nutricionista é que os pais só passem a oferecer ovos inteiros aos filhos a partir de um ano e meio, mas o uso do ovo no preparo de papinhas, sopas ou purês pode ocorrer antes. Isso porque a quantidade do ingrediente consumida dessa forma é menor, o que diminui a possibilidade de sensibilização do organismo. Mas Karen adverte que, caso o pequeno já tenha alergia ou intolerância, a reação acontecerá independentemente da quantidade ingerida. Ela conta ainda que, em alguns casos, a criança pode apresentar sensibilidade ou alergia no início da introdução do alimento na dieta, mas cerca de três anos depois, as reações não acontecem mais. Segundo ela, isso varia de um indivíduo para outro, e ressalta a importância de acompanhamento com um profissional habilitado para evitar problemas.

De acordo com a especialista, a melhor maneira de introduzir o ovo no cardápio infantil é oferecendo o alimento cozido. Segundo ela, o ovo poché também é uma boa opção, desde que os pais verifiquem se ele está totalmente cozido antes de servir, o que ajuda a evitar contaminações. Quanto ao consumo de ovo frito, a nutricionista recomenda que seja evitado, assim como outras frituras.

“A gema do ovo pode ser introduzida em substituição da carne , peixe ou frango começando por pedaços pequenos de ovo cozido até metade de uma gema por refeição e finalmente uma gema inteira. A clara do ovo não deverá ser introduzida até o primeiro ano completo do bebê, pois tem um grande potencial de produzir alergia devido à sua composição química.”

Fonte: (http://mulher.terra.com.br/vida-de-mae)

Apesar da gema conter gordura e colesterol, a clara é que pode provocar alergias e intolerância nos bebês antes de 1 ano e meio.

Vale muito a pena ficar por dentro dessas informações.

Beijos!!!!

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