Cuidado: Uso de antidepressivos deve ser analisado caso a caso

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Durante a gravidez, todo cuidado é pouco – em particular com os remédios. Por isso, os médicos costumam desaconselhar o uso de antidepressivos, embora as taxas de mulheres com depressão na gestação variem de 10 a 20%.

Esses medicamentos estão ligados a maiores riscos de abortos e más-formações, principalmente as relacionadas ao sistema cardíaco ou nervoso. Ainda que nenhum estudo sobre o assunto seja conclusivo, os médicos preferem evitar o uso, principalmente no primeiro trimestre, período de maior desenvolvimento do bebê.

Alguns estudos também apontam o maior risco de problemas no cérebro e da coluna, como hidrocefalia, anencefalia e problemas motores e de raciocínio. “Isso depende do nível e grau de acometimento”, afirma Maurílio Trigueiro, membro da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais.

Nos casos mais graves de depressão durante a gravidez, quando é indispensável o uso de medicamentos, os antidepressivos do tipo inibidor seletivo de recaptação de

serotonina (ISRS) costumam ser utilizados.

No entanto, o consultor Stephen Pilling, do Instituto Nacional de Excelência em Saúde e Assistência do Reino Unido, alertou recentemente em uma reportagem da

BBC que a orientação daquele órgão público quanto aos antidepressivos deve mudar. Segundo ele, as evidências atuais apontam para os riscos do uso dos ISRS durante a gravidez, principalmente os relacionados à hipertensão pulmonar.

Depressão e gestação

Por outro lado, outros estudos apontam os riscos que a depressão pode trazer à gestação e à criança, como parto prematuro ou bebês com baixo peso. Mulheres com depressão durante a gravidez também teriam maiores chances de ter depressão pós-parto.

Por isso, é necessário estudar a necessidade dos antidepressivos para cada mulher. “O ideal seria realmente suspender, mas o caso é individualizado. Tem que se pensar no risco-benefício para cada paciente”, afirma Maurílio.

Se a mulher já usava antidepressivos ao engravidar, a orientação é que ela discuta com o obstetra e com o psiquiatra a suspensão ou substituição dos medicamentos. Em muitos casos, ela pode optar por outros tratamentos, como a intensificação do acompanhamento psicológico.

Maurílio orienta ainda que a mulher com depressão planeje bem a gravidez, para evitar os riscos nas primeiras semanas de gestação. “O ideal é que ela faça uma programação da redução dos antidepressivos e use medicamentos para profilaxia. O ácido fólico e algumas vitaminas podem fazer prevenção desses efeitos”.

Toda atenção é pouco, procure sempre conversar e tirar as duvidas com seu ginecologista-obstetra.
Fonte Meu Bebê
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