Quanto mede o meu amor…

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Cada mãe é única. Há quem se mate para ter sempre a casa num brinco, há quem se borrife para as refeições dos filhos às horas certas, há quem partilhe com eles a mesma cama até não caberem lá…

 

 

O amor não se mede pelo tipo, pelo gênero, nem sequer pela vocação… Aliás, o amor não se mede. Não dá para sabermos se gostamos mais ou menos que outra mãe e pai, não dá para saber se gostamos mais de um filho ou de outro, não dá sequer para imaginarmos que temos espaço (e temos mesmo!) para mais amor. O amor de mãe é tão forte que, não sendo biológico, é igual ao de sangue.

Mesmo se soubermos perfeitamente quando nasceu este amor, não conseguimos quantificar o nível que está agora. Nem qual vai atingir no último dia das nossas vidas.

Deus esqueceu-se de fazer a régua do amor de propósito. Um filho não é como uma paixão, daquelas que conseguimos pôr em perspectiva, analisar e concluir que há fatores inconciliáveis.
Não há separações, nem divórcios. Um filho pode beijar outras, bater a porta, deixar o a pasta de dentes aberta, pode ser chato e fofoqueiro.

Um filho pode deixar a roupa pelo chão, passar pouco tempo em casa e ser egoísta. Um filho pode crescer ser infantil, tornar-se independente ou ser totalmente dependente.
Nada disto abala o amor de mãe…

Um filho, mesmo longe da vista, está sempre perto do coração… talvez até mais. Mesmo quando um filho não é exemplar, o amor junta-se com a mágoa, mas fica lá. Um pai que fecha a porta, não fecha a porta ao amor, mas a vida e as circunstâncias. O amor está sempre lá.

Um filho é a melhor dádiva e não a devemos medir, mas vivê-la.
Fonte: Rita Ferro Alvim
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